{"id":139,"date":"2026-03-10T15:50:09","date_gmt":"2026-03-10T18:50:09","guid":{"rendered":"https:\/\/jorgetakahashi.com.br\/blog\/?p=139"},"modified":"2026-03-10T15:50:11","modified_gmt":"2026-03-10T18:50:11","slug":"afeto-nao-mima-a-diferenca-entre-dar-amor-e-tirar-a-responsabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jorgetakahashi.com.br\/blog\/afeto-nao-mima-a-diferenca-entre-dar-amor-e-tirar-a-responsabilidade\/","title":{"rendered":"Afeto n\u00e3o mima: a diferen\u00e7a entre dar amor e tirar a responsabilidade"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais uma vez, o tr\u00e2nsito a caminho do trabalho serviu de cen\u00e1rio para as minhas conversas com a Marina. O tema da vez? O cl\u00e1ssico medo de &#8220;mimar&#8221; os filhos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nossa filha de 3 anos est\u00e1 atravessando aquela fase intensa e desafiadora: j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma bebezinha de colo que aceita tudo, mas tamb\u00e9m n\u00e3o tem a maturidade ou a coordena\u00e7\u00e3o para fazer tudo o que deseja sozinha. O resultado pr\u00e1tico dessa equa\u00e7\u00e3o a gente j\u00e1 conhece: chiliques, birras e testes di\u00e1rios da nossa paci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi nesse contexto que perguntei a opini\u00e3o da Marina sobre o que ela considerava, de fato, ser uma crian\u00e7a mimada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que (realmente) significa mimar?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Chegamos a um consenso que muda muito a forma como lidamos com a rotina. Mimar n\u00e3o tem absolutamente nada a ver com excesso de carinho, beijos, abra\u00e7os ou zelo. O amor, por si s\u00f3, n\u00e3o estraga ningu\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na nossa vis\u00e3o, <strong>mimar \u00e9 n\u00e3o deixar a crian\u00e7a fazer aquilo que ela j\u00e1 tem capacidade de fazer<\/strong>. \u00c9 poup\u00e1-la das pequenas frustra\u00e7\u00f5es e deveres que constroem o car\u00e1ter.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica, a diferen\u00e7a \u00e9 clara:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Mimar \u00e9:<\/strong> Fazer pela crian\u00e7a algo que j\u00e1 \u00e9 responsabilidade dela, apenas para evitar um choro ou ganhar tempo.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>N\u00e3o \u00e9 mimar (\u00e9 educar):<\/strong> Dar liberdade para que ela viva as consequ\u00eancias boas e &#8220;ruins&#8221; de suas a\u00e7\u00f5es, de forma compat\u00edvel com a idade.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Permitir (e exigir) que ela guarde os pr\u00f3prios brinquedos ap\u00f3s brincar ou ajude a organizar as roupinhas no arm\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 falta de amor, \u00e9 dar autonomia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A heran\u00e7a da nossa cria\u00e7\u00e3o e o v\u00eddeo do Instagram<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Toda essa conversa me fez lembrar de um <em>Reel<\/em> que passou pelo meu Instagram recentemente. No v\u00eddeo curto, uma mulher perguntava a um homem de trinta e poucos anos: <em>&#8220;Seu pai falava que te amava?&#8221;<\/em>. Ele respondia que n\u00e3o, mas completava dizendo que hoje faz quest\u00e3o de dizer isso sempre \u00e0s pr\u00f3prias filhas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitas pessoas olhariam para esse v\u00eddeo focando na &#8220;falta&#8221; do passado. Mas a minha reflex\u00e3o foi outra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A verdadeira quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o que nossos pais deixaram de fazer (ou as palavras que faltaram), mas sim <strong>o que eles fizeram que nos tornou quem somos<\/strong>. Eu me considero um homem bom, um pai respons\u00e1vel e um esposo amoroso. E isso \u00e9 reflexo direto da cria\u00e7\u00e3o que tive. Mesmo sem ouvir um &#8220;eu te amo&#8221; constante, eu sentia todo o afeto do mundo atrav\u00e9s do cuidado, da prote\u00e7\u00e3o e, principalmente, das responsabilidades que me foram ensinadas. Eles me prepararam para a vida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O nosso jeito de criar: o melhor dos dois mundos<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, o meu objetivo ao criar nossos filhos \u00e9 unir essas duas for\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fa\u00e7o quest\u00e3o de n\u00e3o deixar de fora a base da cria\u00e7\u00e3o dos meus pais: levo comigo toda a disciplina, o senso de dever e a responsabilidade que me passaram, pois \u00e9 isso que impede que uma crian\u00e7a se torne um adulto mimado e incapaz de lidar com o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas a esse legado, eu adicionei um <em>plus<\/em>: <strong>o amor expl\u00edcito e p\u00fablico<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Exigir que a nossa filha de 3 anos junte os blocos espalhados no ch\u00e3o constr\u00f3i a sua responsabilidade. Dizer &#8220;eu te amo&#8221;, abra\u00e7\u00e1-la e validar seus sentimentos (mesmo durante uma birra) constr\u00f3i a sua seguran\u00e7a emocional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Afinal, afeto e limite n\u00e3o s\u00e3o inimigos; eles s\u00e3o os dois remos que fazem o barco da educa\u00e7\u00e3o avan\u00e7ar em linha reta.<\/p>\n\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais uma vez, o tr\u00e2nsito a caminho do trabalho serviu de cen\u00e1rio para as minhas conversas com a Marina. O tema da vez? O cl\u00e1ssico medo de &#8220;mimar&#8221; os filhos. 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